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Boas práticas para construção de prompts em agentes de IA

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Atualizado há mais de 2 semanas

A qualidade das ações executadas por agente de IA das automações está diretamente ligada à forma como o prompt é escrito. Um prompt bem estruturado garante respostas mais relevantes, consistentes e alinhadas ao seu objetivo.

A seguir, confira boas práticas para criar prompts mais eficientes nas automações do Runrun.it.

1. Defina a função e o objetivo do agente de IA

Comece descrevendo claramente o papel do agente e o que ele deve entregar. Quanto mais contexto ele tiver, melhor será sua performance. Exemplo:

Vago

Otimizado

“Crie conteúdos sobre o produto”

“Você é um agente criativo e analítico, responsável por identificar funcionalidades do produto e transformá-las em conteúdos claros, atrativos e orientados a benefícios para usuários não técnicos.”

Por que isso funciona?
Uma descrição mais rica ajuda o agente de IA a entender o contexto, o público e o tipo de raciocínio esperado.

2. Estabeleça um escopo claro para o agente de IA

Defina exatamente o que o agente deve (e não deve) considerar ao executar a tarefa.

Dê preferência a instruções positivas, focando no que deve ser feito. Exemplo:

Menos eficiente

Mais eficiente

“Analise a tarefa e gere um relatório”

“Analise as informações da descrição e gere insights acionáveis para um relatório de mídia paga”


Por que isso funciona?
Instruções positivas direcionam melhor o foco do agente e evitam ambiguidades.

3. Dê instruções específicas de execução

Explique como o agente deve agir com base nas informações disponíveis na tarefa (título, descrição, anexos, etc.).

Exemplo:

  • “Analise o título, a descrição e os anexos da tarefa para identificar o contexto.”

  • “Utilize essas informações para gerar um resumo claro e acionável.”

Dica: quanto mais explícito for o caminho, menor a chance de respostas inconsistentes.

4. Oriente o estilo e a qualidade da resposta gerada pelo agente de IA

Descreva como deve ser o resultado final: tom de voz, nível de detalhe e objetivo da comunicação.

Exemplo:

  • “Escreva de forma clara, concisa e orientada à ação.”

  • “Destaque benefícios práticos para o usuário.”

  • “Adapte a linguagem para um público não técnico.”

  • Anexe o guia de tom de voz da sua marca para fornecer mais contexto.

Por que isso funciona?
O agente passa a entender não apenas o que fazer, mas como comunicar melhor o resultado.

5. Indique relações de causa e efeito

Quando necessário, explique como o agente deve transformar as informações em resultado.

Exemplo:

  • “Use as informações da tarefa para identificar os principais pontos e transformá-los em recomendações práticas.”

Isso ajuda o agente a conectar análise e entrega final de forma mais inteligente.

6. Defina o formato de saída automatizada

Sempre que possível, especifique como a resposta deve ser estruturada, por exemplo, como comentário, descrição e/ou ação de mover a tarefa. Isso garante padronização e facilita o uso das informações.

Se você descrever a ação no prompt e selecionar ações, garanta que elas sejam compatíveis.

Por que isso funciona?
O agente não precisa “adivinhar” o formato e entrega exatamente o que você espera.

7. Use consistência nos termos

Evite usar diferentes palavras para o mesmo conceito ao longo do prompt. Exemplo:

  • Use sempre “tarefa” (em vez de alternar com “demanda”, “item”, “atividade”)

  • Use sempre “cliente” (em vez de alternar com “usuário”, “lead”, etc., sem necessidade)

Por que isso funciona?
A consistência reduz ambiguidades e melhora a precisão da resposta.

8. Teste, revise e evolua continuamente seu agente de IA

A criação de prompts é um processo iterativo. Após configurar um agente:

  • Teste com uma tarefa ficticia

  • Avalie os resultados gerados

  • Ajuste instruções que não ficaram claras

  • Refine o nível de detalhe conforme necessário

Pequenas melhorias no prompt podem gerar grandes ganhos de qualidade.

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